terça-feira, 7 de outubro de 2014

9. Pra Sempre?

 Três anos de caminhada. Um viver intenso. Horas e horas aos pés do Mestre ouvindo suas palavras repletas de sabedoria. Dias de caminhada, pés cansadas e cheios de poeira, mas ao longo do percurso cegos voltavam a ver, coxos andavam, paralíticos se levantavam, mortos eram tragos à vida, e tudo isso fazia a longa jornada vale à pena. Noites tranquilas à beira da praia. Tempestades em alto mar. Mas em todo o momento o Mestre estava ali. E agora, mais um momento de plena comunhão, juntos iriam celebrar a Festa da Páscoa. Todos assentados à mesa aguardavam a palavra do Mestre.
“E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus.” (Lc. 22:15-16)
Era dia de despedida...
Mas seria para sempre?

A cena da crucificação, o Mestre estava morto. E agora?
Como seguir a caminhada sem Ele?
Após a morte de Jesus, Pedro é o primeiro a voltar a pescar, a fazer o que fazia antes de ser chamado, e os demais discípulos o acompanharam. Eles haviam se esquecido da promessa que o Mestre havia feito naquela mesma noite de despedida.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador a fim de que esteja para sempre convosco (...). Isto vos tenho dito, estando ainda convosco, mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.”
(Jo. 14:16 e 25-26)

E quando a promessa se cumpre (Atos 2) tudo muda. Olhe, lá está Pedro. Observe suas palavras, ele não é o mais o mesmo.
Com autoridade ele anuncia que o Filho de Deus fora morto, ressuscitara, estava assentado a destra de Deus e agora enviava o seu Espírito.
Uma mensagem de arrependimento e quase três mil pessoas foram salvas. Este é o agir do Espírito Santo, o Espírito do Mestre.


- Baseado em “Quem é o Espírito Santo” de Sinclair Ferguson

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